Samambaia, RA XII/DF, foi criada em 1989 para assentar o excessivo contingente populacional do Distrito Federal. Durante anos milhares de famílias de baixa renda construíram suas próprias casas, em lotes concedidos pelo GDF. Mas, a partir de 2008, grandes construtoras iniciaram aqui um processo de verticalização arquitetônica, aquecendo a construção civil e mudando o perfil social e econômico da região.
Segundo dados da Assessoria de Planejamento e Ordenamento Territorial, entre 2008 e 2011 foram expedidos, pela Administração Regional de Samambaia, 2224 alvarás de construção, sendo 1792 para casas, 119 para prédios e 305 para comércios, indústrias e instituições públicas e privadas. Só nesses 119 prédios haverá 8521 unidades residenciais, para aproximadamente 34 mil pessoas de classe média. E isso é pouco, considerando as perspectivas de expansão.
As grandes construtoras não beneficiam diretamente o segmento varejista de materiais de construção local, já que buscam produtos diretamente nas indústrias. Contudo, milhares de famílias de classe média que migram para Samambaia elevam esse comércio, especialmente nos itens reforma, pintura e decoração. O Home Center Castelo Forte, localizado no Centro Urbano da cidade, está devidamente preparado para atender essa demanda.
O mercado de trabalho na construção civil é outro segmento em ascensão vertical, para homens e mulheres. Bombeiros hidráulicos, eletricistas, ceramistas, pintores, arquitetos e engenheiros são bastante requisitados, independente de gênero. “O que conta é a qualificação”, argumenta o administrador regional Risomar Carvalho. “Temos na cidade um excelente curso técnico de edificações oferecido pelo IFB e fomentamos novas parcerias a fim de qualificar mão-de-obra para a construção civil, que hoje é a maior geradora de empregos na região”, conclui o administrador.
“Para aprovação dos projetos de arquitetura e engenharia seguimos os gabaritos do projeto original da cidade preparada para abrigar aproximadamente 330 mil habitantes”, explica o assessor de planejamento Paulo Bento. “Teremos um adensamento populacional, mas não queremos um amontoamento humano, sem assessibilidade e sem qualidade de vida”, alertam os ambientalistas.
Entre um argumento e outro, Samambaia cresce baseada num projeto urbanístico moderno e com a visão de futuro sustentável.


