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Menores aprendizes na Castelo Forte

Reportagem: Élton Skartazini

 

 

 

Em cumprimento à Lei 10.097/2000, Lei do Menor Aprendiz, a Castelo Forte Materiais para Construção contratou três estagiários no final de novembro de 2006. Dois deles aprendem as funções de promotor de vendas, nas lojas de Samambaia e Recanto das Emas, e um exerce aprendizado no departamento de contabilidade da empresa.

 

Os estagiários foram contratados por um ano e recebem ajuda de custo com base no salário mínimo. A carga horária é de 24 horas semanais, sendo 20h na empresa e 04h no Instituto Jerônimo Candinho, vinculado ao Serviço Nacional de Aprendizagem, onde recebem cursos de aperfeiçoamento. No horário contrário ao estágio freqüentam escolas de ensino regular.

 

 

 

 

Recursos humanos

 

“Contratamos de acordo com as necessidades profissionais da empresa. Optamos por jovens entre 16 e 18 anos, observando as qualidades profissionais latentes e o comportamento aparente de cada candidato”, explica Cristina Rezende, encarregada do departamento de recursos humanos da empresa. “Há grande procura por parte dos jovens para ingressar no mercado de trabalho. Só na Castelo Forte houve pelo menos 20 interessados para cada vaga oferecida”, diz ela.

 

O menor Fabiano Saraiva, 16 anos, estava cadastrado no Centro de Integração Empresa/Escola - CIEE, quando surgiu essa oportunidade. “Abracei a experiência e espero crescer no ramo de contabilidade”, diz ele. Seu trabalho é imprimir guias, organizar notas e cupons fiscais, sob a orientação das funcionárias Fátima e Cristina. Estuda na Escola Classe 304 de Samambaia, onde cursa o 3º ano do ensino médio. No Instituto Jerônimo Candinho aprende redação, bem como operar com planilhas do excel e outros programas de informática.

 

Jonatas Guimarães, 16 anos, ficou sabendo do teste para estágio na elaboração de cartaz e promoção de vendas na Castelo Forte. “Eu conhecia algumas técnicas e vim experimentar. No dia seguinte me ligaram dizendo que havia sido aprovado, então me contrataram como menor aprendiz para estagiar na loja Castelo Forte Recanto das Emas”. Aos sábados, das 13h às 17h, freqüenta o curso de vendas no Instituto Jerônimo Candinho, em Sobradinho. Cursa o terceiro ano do segundo grau no colégio Unicanto, Recanto das Emas. Caso haja oportunidade, após o período de estágio pretende ingressar no quadro profissional da Castelo Forte.

 

Vinicius dos Reis, 16 anos, leu o anúncio da Castelo Forte em sua escola, o Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia, onde curso o segundo ano. Fez entrevista e foi convidado para demonstrar sua habilidade, o que lhe rendeu o contrato de menor aprendiz. Permanece na loja Castelo Forte Samambaia 20h por semana e, aos sábados, participa do curso de táticas de venda e marketing, ministrado pelo Instituto Jerônimo Candinho. “Aqui aprendo fazer cartazes e promover as vendas. O promotor de vendas deve deixar a loja impecável para os clientes. Fui bem recebido, o aprendizado é excelente, mas ainda não tenho definido o que quero como profissão”.

 

Vantagens da lei

 

Para o Beto, promotor de vendas e responsável pelo visual das lojas Castelo Forte, “a Lei do Menor Aprendiz é excelente. Antes os jovens que optavam por trabalhar tinham que abandonar os estudos. Agora, para se manter no estágio, eles têm que continuar os estudos regulares e fazer cursos de qualificação. Tem horário para trabalhar e estudar. Estou orgulhoso pela oportunidade de passar conhecimentos para estes jovens que buscam espaço no mercado de trabalho”.

 

No início a Castelo Forte percebeu a Lei do Menor Aprendiz com certo receio. Mas depois de efetuar as contratações dos estagiários a opinião mudou, diante da possibilidade de inserir jovens no mercado de trabalho. “Eles nunca trabalharam, então chegam dispostos a aprender o que for necessário. Passados os primeiros meses já assimilaram bem suas funções e logo estarão tão aptos quanto os demais funcionários”, explica o gerente Fernando.

 

A diferença é o tempo de permanência na empresa, que é de apenas quatro horas por dia. “Estamos analisando a evolução de cada um e, passado o período de estágio, proporemos contratos definitivos a esses novos profissionais, necessários e familiarizados com a empresa”, conclui o gerente.

       

 

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