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Castelo Forte opta pelo consumo de biodiesel

Reportagem: Élton Skartazini

 

Motivada por preocupações com o meio ambiente, a produção agrícola e o desenvolvimento tecnológico nacional, em fevereiro de 2007 a Castelo Forte Materiais para Construção aderiu ao Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). A partir de uma simples atitude a empresa passou a contribuir com a qualidade de vida, com pesquisas científicas e com a geração de renda no campo.

 

Não foi preciso nenhuma adaptação nos veículos e equipamentos, pois a regulagem mecânica é a mesma necessária ao consumo de óleo diesel convencional, com a vantagem que lubrifica melhor os motores.

 

Segundo César Guimarães Cunha, mecânico da Castelo Forte, “não há diferença no desempenho ou desgaste dos motores. Bomba injetora, lubrificação, etc., permanecem inalterados, já que o biodiesel tem a mesma explosão do diesel convencional. O que reduz é a taxa de monóxido de carbono expelido pelo cano de descarga, pois o biodiesel praticamente não libera fumaça”.

 

O objetivo da Castelo Forte é atuar sempre de modo responsável, a fim de gerar auto-sustentabilidade ambiental, social e econômica. Nesse sentido, a Lei nº 11.097/2005, que dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira, cria excelente oportunidade.

 

Vantagens do biodiesel

 

 

 

Biodiesel é um combustível biodegradável produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais provenientes da mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras. Substitui total ou parcialmente o óleo diesel em motores ciclo-diesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc.) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc.). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções.

 

Estudos indicam que combustíveis provenientes do petróleo é a principal causa do efeito estufa que assola o planeta. O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) visa implementar, de forma sustentável, a produção e uso do biodiesel, com enfoque na proteção ambiental, inclusão social e desenvolvimento regional, via geração de emprego e renda.

 

Durante quase meio século, o Brasil desenvolveu pesquisas sobre biodiesel e foi pioneiro ao registrar a primeira patente sobre o processo de produção de combustível, em 1980. Por meio do PNPB, o Governo Federal organizou a cadeia produtiva, definiu as linhas de financiamento, estruturou a base tecnológica e editou o marco regulatório do novo combustível, instituído pela Lei nº 11.097/2005.

 

Fornecedor para o Distrito Federal

 

Desde 2002 a Castelo Forte é cliente do Grupo Royal Diesel Ltda., que reúne a Global Distribuidora de Combustíveis Ltda., fornecedora de biodiesel no Distrito Federal.  Antes a empresa comprava óleo diesel normal, mas em fevereiro optou pelo consumo do biodiesel, o B-2, apesar disso não significar nenhuma redução no custo.

 

“Consideramos as condições ecológica do nosso planeta e as vantagens que essa nova matriz energética representa”, explica o diretor executivo da Castelo Forte. “A Global Combustíveis decidiu não esperar a obrigatoriedade do uso do B-2, a vigorar em janeiro de 2008, e passou a comercializar o produto. Então nós também  nos antecipamos, para proporcionar já os benefícios do uso do biodiesel”.

 

 

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