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Entre maio e junho de 2005 foi criada,
no Recanto das Emas/DF, a Associação de
Mulheres Artesãs e de Economia Solidária
- ASMAES. A entidade compõe a rede de
economia solidária no Distrito Federal e
agrega mulheres artesãs com o propósito
de gerar renda para suas famílias. No
dia 11 de agosto de 2005 uma
representante da Gerência de Fomento ao
Artesanato da Secretaria de Trabalho do
GDF reuniu-se com as artesãs para
avaliar seus trabalhos e cadastra-las
para integrarem programas de fomento ao
artesanato no DF.
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Interessada
em contribuir com o desenvolvimento
social e econômico da comunidade onde
atua, a Castelo Forte Materiais
de Construção participou da
reunião do dia 11, para conhecer de
perto a associação das artesãs e ajudar
na divulgação desse trabalho.
A ASMAES
tem como uma de suas principais
articuladoras a tesoureira Alaides
Rodrigues de Souza, que concedeu a
entrevista a seguir para falar da
associação, da economia solidária e da
sua atuação em projetos de inclusão
social.
Castelo Forte
- Você poderia nos falar
sobre a ASMAES e a parceria com Gerência
de Fomento ao Artesanato da Secretaria
de Trabalho do GDF?
Alaides Rodrigues
- A ASMAES esta recebendo hoje
(11/08/05) a Secretaria de Trabalho para
consolidar o processo de economia
solidária que estamos trazendo para o
Recanto das Emas, juntamente com o Fórum
Social Mundial e Brasileiro de Economia
Solidária. A parceria com a Secretaria
do Trabalho serve para ajudar a criar as
redes de trabalho e de produção de
economia solidária, visando um outro
modelo econômico que possibilite a
inclusão econômica, social e cultural
dos que hoje vivem à margem da
sociedade.
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Castelo Forte
- O que pretende a ASMAES?
Alaides Rodrigues
- A associação das artesãs foi
fundada com o objetivo de aprimorar o
trabalho dos produtores e empreendedores
que se vinculam aos princípios da
economia solidária, a fim de suprir as
necessidades de organização, formação,
cidadania e geração de renda para essas
pessoas que acreditam que um novo país é
possível.
Castelo Forte
- Quando a ASMAES foi fundada
e o que ela já realizou?
Alaides Rodrigues
- A associação foi criada no dia
5 de junho de 2005, justamente para
organizar e prestar uma assessoria de
gestão em economia solidária para essas
artesãs, a fim de que possam se
valorizar mais e elevar sua auto estima.
Além do Recanto das Emas, hoje reunimos
pessoas de Samambaia, Riacho Fundo II,
Taguatinga e Ceilândia, agregadas em 8
redes sendo que cada rede tem no mínimo
8 membros. Algumas já estão constituídas
em cooperativas ou associações, mas
precisavam de um referencial fora do
Distrito Federal. Daí a importância de
participar do Fórum Social Brasileiro e
Mundial de Economia Solidária.
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Castelo
Forte - Quem é você, de onde
vem e como se envolveu com o movimento
social?
Alaides Rodrigues
- Nasci na Candangolândia/DF, no
dia 14 de setembro de 1964. Ali fui
fundadora e diretora da escola de samba
'Candangos Bandeirantes'. Cheguei no
Recanto das Emas em 1995 e, como eu
vinha de um movimento de sambistas e
passistas do Distrito Federal, aqui
ajudei a fundar a ARUREMAS, que é o
bloco carnavalesco do Recanto das Emas.
A ARUREMAS nasceu de um projeto de
inclusão social de 480 crianças em
atividades esportivas, recreativas e
culturais. Mas incluir só as crianças
não foi o suficiente e partimos então
para envolver seus familiares. Agregando
os mais idosos em projetos de
capacitação profissional e geração de
renda, tivemos como resultado imediato a
criação do grupo 'Beija-Flor'. Hoje
podemos dizer que a ARUREMAS se
encaminha para se tornar uma incubadora
de projetos e programas sociais no
Distrito Federal. A grande comemoração
da produção anual da entidade acontece
no período de carnaval.
Castelo Forte
- Sendo uma mobilizadora
social como é que você sobrevive?
Alaides Rodrigues
- Sou assessora técnica em
elaboração e execução de projetos. Isso
é que me dá sustentabilidade. Sou
divorciada, tenho três filhos
sangüíneos, 480 filhos adotivos e 48
netos também adotivos. Acredito que um
dia todos esses nossos projetos virão a
se consolidar, a exemplo da Vila
Olímpica da Mangueira no Rio de Janeiro.
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