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Projeto da Escola Classe 01 de Ceilândia amplia o acesso à literatura de crianças da região

Os livros para educação infantil são os protagonistas desta história. O projeto mostra que, com acesso a arte e a cultura, crianças de Ceilândia também conseguem produzir arte.

O Projeto Stop Leia, da Escola Classe 01 de Ceilândia, foi desenvolvido pela educadora Keila Cristina de Araújo, que também é vice-diretora da escola pública. Formada em língua portuguesa, Keila explica que a ideia do projeto escolar surgiu como um instrumento propulsor para aumentar a proficiência leitora dos alunos.

“Nossa escola teve uma queda no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na avaliação nossa escola ficou com nota muito baixa, apenas 0,2. A pesquisa apontou que as crianças não sabiam interpretar, ” declarou Keila que sonha em criar uma sociedade leitora.

Percebendo essa dificuldade dos alunos da alfabetização, Keila Araújo, criou no início do ano letivo de 2019 uma metodologia: cada aluno leva um livro por dia, para casa, para ler com um familiar ou responsável para estimular a leitura. Dentro do método educacional a escola também realiza uma parada obrigatória para todos os alunos e servidores aonde cada um, literalmente, para tudo que está fazendo para ler um livro. O Stop Leia é realizado sempre as sextas-feiras.

Essa motivação resultou na culminância do primeiro Literarte realizado no último sábado (9). Com apresentações exclusivas de diferentes expressões artísticas, o Literarte da Escola Classe 01 de Ceilândia, salientou um movimento de literatura e arte jamais experimentado pelos os alunos.

“Cada turma escolheu um livro de um autor de Ceilândia para trabalhar no ano letivo. Para a Literarte, a partir do livro fizeram uma releitura das obras que se tornaram novas obras artísticas”, explica a vice-diretora.

Para o evento foram apresentados espetáculos musicais, poéticos danças, pinturas, ilustrações, fotografias e instalações artísticas. No palco principal famílias inteiras se reuniram para assistir às apresentações e registrar o momento ímpar dos filhos.   

Dentro da programação da 1ª Literarte estiveram presentes autores dos livros que circularam entre as casas dos alunos e a escola pública durante o ano. Dentre eles os escritores: Francisco de Assis, Flávia Ribas, Edson Garcia. O pintor Taigo Meireles também abrilhantou o evento, entre outros artistas e convidados.

Edson Garcia, professor em Ceilândia e autor da obra Jornada Inesperada destaca que livro é dedicado a crianças entre 9 e 11 anos que conta uma história de superação, respeito e  amizade verdadeira. “Percebi que a maioria pessoas não estão satisfeitas como são. E as mídias sociais tem colaborado para isso. Minha inquietação veio dos alunos que se sentem infelizes e menosprezados. Dei o rascunho livro para  lerem e fizeram uma resenha. Sentiram afinidade com a história. É isso me incentivou a lança-lo,” afirmou.

Conforme o relato de Edson, muitas crianças desabafaram e expuseram situações difíceis dentro da família ou da escola. E se sentiram à vontade para falar das suas dores no trabalho escolar.

Já a obra Migalhas, de Francisco de Assis Assley Faos, fala de uma história de superação de uma criança negra.  Segundo o autor a ideia surgiu da necessidade de falar das crianças negras que são abandonadas e da dificuldade de serem adotadas. “Meu livro foi adotado pelo projeto e fiquei emocionado. A narrativa trabalha incessantemente a diversidade cultural” explica o autor.

Francisco pontuou que a literatura ficou de lado com as novas tecnologias. E essa parada para ler um livro está fazendo parte do cotidiano das famílias e criando novos hábitos. Assim como Aline, uma ex-aluna que musicou o poema Mulher durante a culminação do I Literarte, outros estudantes despertaram o interesse pelas artes.

O sucesso do projeto se confirmou quando o Home Center Castelo Forte também passou a contribuir para manifestações culturais apoiando o Projeto de leitura da Escola Classe 01 de Ceilândia.

Flavia Ribas, autora de O Casamento da Girafa com o Leão contou detalhes do livro que fala sobre a diversidade e ressaltou a importância dessa contribuição do Home Center Castelo Forte. “As pessoas que temos que lidar durante a vida são diferentes de nós. Precisamos aprender a lidar com o amor. Inspirado no casamento de dois amigos contei que o amor supera as diferenças,” expôs.

Para Flavia Ribas a formação de leitores começa na infância e gera vínculo entre o adulto e a criança. “Um adulto que lê para uma criança sempre gera um vínculo. E no presente momento estamos muito carentes dessa proximidade por conta das tecnologias. Uma história une pessoas que também podem sonhar juntas. Quero parabenizar o Home Center Castelo Forte.  É fundamental ter parceiros e empresas ao redor da comunidade escolar. Pode ser que o filho de um empresário estude ali, ou talvez os filhos dos funcionários. Atitudes como esta é uma forma de valorizar a comunidade. Ao apoiar uma escola a empresa constrói um castelo forte de cidadania, uma parceria aonde todos são vencedores,” comemora Flavia Ribas.

E com a vivência de um legítimo ceilandense, o pintor Taigo Meireles elogiou o projeto que aproxima a produção artística das crianças. “Esse estímulo com possibilidades e perspectivas para a criação artística é sensacional.  A mídia apresenta possibilidades estreitas. Existe um clichê de artista de periferia. Mas aqui foi exposto que existem infinitas possibilidades de expressões artísticas. Fico feliz em saber que uma empresa privada como a Castelo Forte incentiva a proliferação de linguagens e produções artísticas. Tanto essa responsabilidade social quanto a produção cultural traz um retorno positivo para a sociedade” concluiu.

A importância de semear o bem

De acordo com Keila Araújo o projeto tem gerado bons frutos. “Temos crianças mais interessadas pela leitura. Essa ação conjunta despertou um gosto dos alunos pelos livros, que não existia,” observou.

O Leituarte mostrou que crianças podem se dedicar a arte se forem provocadas e encorajadas. Para Vagner Marques, pai de Miguel a rotina o aproximou do filho. “Todo dia meu filho chega com um livro em casa. Isso melhorou a nossa relação. Às vezes não temos uma cobrança de ficar com os filhos quando chegamos do trabalho, e quando lemos para ele estimula o diálogo eu pergunto como vai a escola e consigo acompanhar mais de perto a educação,” enfatizou.

O vovô João José Nunes e o neto Artur Cardoso Castro já estabeleceram uma rotina intensa com os livros que montaram uma mini biblioteca em casa. “Eles sempre nos enviam livros, mas o Artur gostou tanto que compramos alguns livros para deixar à disposição dele em casa,” informou. O pequeno Artur de 5 anos confirmou a versão do avô e está encantado com os livros.

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